sábado, 18 de agosto de 2012

Diablo 3 e sua relação com a mitologia grega


O intuito desse tópico é trazer uma visão crítica do que pude observar até o momento de Diablo 3.

Ao contrário do que alguns dizem, para mim Diablo 3 seguiu com fidelidade a sua seqüência originaria. Tanto o enredo como o ambiente gótico se mostraram bem elaborados, dando a todo momento a sensação de caos do mundo. Os cenários estão sim mais coloridos, mas isso não interferiu no espírito dark do jogo.

Quanto a jogabilidade confesso que senti o impacto das mudanças do game. O fato de por exemplo não ser mais possível espalhar pontos retirou em parte a liberdade de configurar seu personagem de forma livre , mas acredito que isso foi necessário porque a Blizzard precisava aplicar o know how adquirido no WOW quanto a conquistas, poderes e armaria, visando as estratégias de combate (principalmente no JxJ).

Um ponto interessante de destacar negativamente é a evolução rápida do personagem. Assim como no WOW, fazer missão da mais experiência do que combater monstros. Isso faz com que o jogador acabe terminando rápido o game e tendo o seu personagem em level alto muito fácil.

O modo single player on line não é exatamente uma tendência como disse um dos executives da empresa. A realidade é que a Blizzard enxergou isso como uma forte ferramenta de combate para a pirataria e proteção ao investimento. Apesar de ser contra esse método, realmente ele inibe os cracker de plantão, mas ainda permeia a possibilidade de servers alternativos.

Agora, devemos parabenizar a Blizzard pelo pioneirismo quanto aos diálogos e dublagens em português. Poucas empresas tem a coragem de investir no nicho brasileiro e acreditar no seu potencial. Utilizou profissionais já conhecidos no país trazendo a sensação de familiaridade e sentimento ao jogo (por exemplo um dos mercadores em nova Tristan que tem a voz do Seu Madruga).

O problema de latência infelizmente ainda persiste. Apesar das melhorias constantes, eventualmente nos confrontamos com picos de latência durante as partidas trazendo grande desconforto aos jogadores. Reforço aqui neste tópico o pedido a Blizzard de se aprofundar no problema e resolve-lo de uma vez por todas.

De um modo geral estou gostando muito do jogo e acredito que a chegada da casa de leiloes em dinheiro e o JxJ darão grande animo a todos nós.

Por que o ser humano está menos inteligente


1. A relação do homem com o pensamento através dos tempos

Os graves problemas da exaustão dos recursos naturais e do saque dos ecossistemas ainda não estão satisfatoriamente investigados em razão das diferenças de formas de expressão comunicativa entre a natureza e o homem ou, ainda, por interesses econômicos imediatos particulares. Felizmente uma nova área de pesquisa está se abrindo para o historiador no campo das temáticas ambientais, ou seja, um estudo e uma análise da forma como os homens instituem suas relações sociais e seu modo de produção. Este último está diretamente ligado a um conceito holístico de investigação extremamente dinâmico das interações homem/natureza. Em termos de interferência no meio ambiente, sabe-se que em um dado momento da história do homem sobre a Terra ele podia ser considerado um elemento natural da mesma maneira que qualquer espécie animal. Evidentemente, o homem primitivo não dispunha de uma quantidade de energia mecânica suficientemente grande para que seu impacto sobre a natureza pudesse ultrapassar certos limites circunscritos. Já em 1975, Dubos salientava que existe apenas uma diferença de grau entre o cultivador neolítico desflorestando para obter uma clareira e o homem do ano 2000 que, por meio de explosões atômicas, deslocará montanhas e modificará o curso dos rios, obrigando-os a irrigar desertos. E, realmente, é preciso reconhecer que essa diferença é fundamental, pois refere-se principalmente à rapidez das transformações, fator de maior importância quando analisamos o poder de assimilação dos impactos e a autorrecuperação da natureza. Com o aumento das densidades das populações humanas e sua organização em comunidades sociais cada vez mais aperfeiçoadas, estas rapidamente dispuseram de um poder crescente à medida que os seus recursos técnicos se desenvolviam. Tais fatos refletiam em uma maior pressão ao meio ambiente, onde a exploração dos recursos naturais e os diferentes tipos de rejeitos oriundos das diversas atividades transformaram completamente as paisagens originais num processo de contínua degradação. No fundo, a história da humanidade pode ser encarada como a luta da nossa espécie contra o meio em que se insere e sua emancipação progressiva relativa à natureza e a algumas de suas leis. O domínio progressivo do homem sobre todos os elementos constitutivos do meio ambiente: o solo, os corpos aquáticos, as plantas e os animais, é um fato incontestável.


A relação da sociedade com a natureza não se manifesta de maneira igual no espaço e no tempo. Em uma atitude simplista e objetiva é possível destacar três momentos da relação da espécie humana com a natureza: o homem amoldando-se a ela, o que podemos chamar de adaptação; o homem confrontando-se com a natureza, o que leva a uma posição de ataque à mesma (contra a natureza), e o homem restituindo os ambientes por ele degradados e preservando os que ainda restam (a favor da natureza). Sabe-se que no início de sua aparição sobre a terra, uma fase de estreita subordinação, o homem "sofreu" os imperativos de seuhabitat natural. Nessa época, o homem procurou adaptar-se às condições oferecidas pelo meio, submetendo- se aos seus imperativos e modificando seu modo de vida em função dos climas e dos habitats onde se instalara. Mas esse período de adaptação foi relativamente curto, e rapidamente o homem contra atacou, exercendo uma série de ações às comunidades naturais a que pertence, passando a depredador e competidor.

Essa adaptação das culturas humanas aos seus ambientes é originada pelas mudanças culturais. De acordo com Viertler (1988:20) "o processo de adaptação das culturas humanas do século XX aos seus respectivos ambientes não significa que a convivência e a sobrevivência sejam ‘melhores’ ou mais ‘vantajosas’ para os indivíduos”. Segundo a autora, adaptar-se significou, em muitos casos, sobreviver por meio de numerosas concessões, por vezes com altos custos físicos e morais. Portanto, adaptar-se significa "lograr sobreviver", "não extinguir-se como cultura humana", e se esta adaptação representa um progresso, este é sempre relativo, podendo, muitas vezes, manifestar-se por perdas culturais ou involuções. Em suma, a adaptação é a inter-relação de culturas humanas e seus respectivos ambientes e não uma melhoria das condições de sobrevivência. Na visão de Lima (1989), a revolução neolítica foi um marco na relação do homem com a natureza e determina o domínio biológico do homem sobre a reprodução de plantas e animais. Até então, a relação homem x natureza era de influência mútua de um sobre o outro, sendo que a natureza como um todo não se ressentia em face desta relação. Antes, a natureza, dominando todos os seres vivos, dominava o homem, trazendo-o subjulgado às relações que determinava o equilíbrio natural (LIMA, 1989:155). Ways (1970), citado por Chisholm (1974), enfatiza que existe uma tendência ocidental de objetivar a natureza para vê-la "do lado de fora", é indiscutivelmente responsável pela forma arrogante e insensível de lidar com o mundo material. O autor salienta ainda que essa mesma atitude de separação do homem da natureza constitui a base do crescente conhecimento humano da mesma. O método científico começou por separar para fins de estudos um aspecto da natureza do outro. Esse processo altamente eficiente de descobrir verdades solidamente verificáveis tende a ignorar tudo o que fique por fora de seu campo de ação, precisamente por ter um enfoque tão dirigido. Chisholm (1974:11) destaca que o poder sobre a natureza foi conseguido por um alto preço e que “uma vez que o método e a ideologia dependiam do fracionamento dos fenômenos naturais em parcelas controláveis, em teorias e experiências antes de passar ao problema seguinte, o homem foi perdendo o sentido da vida como uma grande teia que é a que a Ecologia ensina''. Mas a ciência, procurando apenas o conhecimento, não é culpada da agressão direta contra o meio ambiente. A tecnologia, por seu lado, dedicada à ação, alimenta-se vorazmente das descobertas da ciência. Ainda que suas categorias não sejam as mesmas da ciência, a tecnologia, a seu modo, é também altamente especializada, orientada para fins estreitamente definidos. À medida que seu poder aumenta, e como as consequências estão conectados.